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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Retomar

Tenho desenhado diariamente. É algo que cada vez gosto mais de fazer. Gosto tanto que aproveito cada minuto deixando para trás as publicações e reflexões aqui no blogue. Mas não estamos sozinhos e a partilha é importante. Por isso irei retomar as minhas publicações com reflexões mas também com artistas que vou encontrando, enfim o que for explorando e descobrindo.

Numa manhã de tempestade em São Julião. Desenho feito a caneta micron 0,3 pincel de tinta cinzento.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Um desafio dos urbansketchers

Para o 55º desafio os urbansketchers propuseram a realização de autorretrato. Foi assim que respondi.

domingo, 3 de maio de 2015

Cascais

Este fim de semana tive a sorte de poder estar em muitos lados e desenhar o que fui vendo. Este desenho foi feito no dia 1. Sentado junto à ravina da boca do inferno em cascais comecei a desenhar a pedra que estava próxima de mim e terminei ao fundo no pontão. É um exercício de desenho que gosto muito de fazer. E normalmente não sinto necessidade de aplicar cor. Quando termino a última linha está terminado.

As operárias

No dia 1 tive o privilégio de assistir à estreia desta peça de teatro. Foi um acontecimento extraordinário por várias razões. Desde logo porque conseguiram transportar-me para dentro do palco de tal forma, que num determinado momento pensei "tenho de desenhar isto". Tirei o meu diário gráfico e comecei a desenhar mesmo às escuras. Desenhei freneticamente, para absorver melhor o que estava a viver. Outra sensação maravilhosamente estranha que me aconteceu, foi não ter sentido que existisse um fim. O espetáculo não terminou. Continua em mim. Viajei pelo passado e pelo presente e continuo a viajar até ao futuro. Obrigado! Muito obrigado!


sábado, 2 de maio de 2015

A casa

A casa fica na praia do sul na Ericeira. Já esteve quase em ruinas. Dada a sua localização privilegiada é o sonho de qualquer apaixonado pelo mar. Porque dali só se vê mar. Gostava de imaginar que um dia iria ser minha. Tenho vários desenhos com as várias fases das obras que foi sofrendo. Uma espécie de relatório para o futuro. Mas segundo me disseram já foi comprada pelo Cristiano Ronaldo. O malandro (penso eu para mim) roubou-me a casa. E pelas inúmeras árvores que estão a ser plantadas, brevemente nem a poderei desenhar.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Páscoa

No domingo de Páscoa a família costuma reunir-se em redor da mesa. A Azáfama da cozinha começa antes. è um excelente altura para desenhar (até que alguém diz: e tu não ajudas?).

domingo, 29 de março de 2015

Mais um excelente encontro em lisboa

Hoje fui até ao centro da capital lisboeta para participar em mais um encontro de urbansketchers desta vez organizado pelo Nelson Paciência. Para quem não conhece aconselho que visitem o seu blogue http://nelsonpaciencia.blogspot.pt/ . O tema de hoje foi reabilitação urbana. Fomos à descoberta de recantos, de edifícios devolutos e dos que foram  intervencionados.


sábado, 28 de março de 2015

Torres Vedras

O André Batista organizou mais um encontro de desenho em Torres Vedras hoje dedicado ao dia internacional dos centros históricos. Foi uma tarde muito bem passada numa cidade cheia de ruelas para descobrir.



domingo, 22 de março de 2015

No banho

Gosto de me desafiar a desenhar em espaços pequenos. Obriga-me a olhar para a perspetiva de outra maneira. O caderno panorâmico é excelente para esta experiência.

terça-feira, 3 de março de 2015

Estação abandonada

Passear pelo Alentejo é muito relaxante. Conseguimos encontrar lugares perdidos no tempo.

Encontro na Mãe d'Água

O encontro na Mãe d'Água das Amoreiras foi bastante interessante. Lá de cima do terraço a vista sobre lisboa é majestosa. Apesar do vento consegui desenhar uma parte de Lisboa com o tejo ao fundo. Dentro do reservatário decidi explorar a luz e os reflexos que davam aquele lugar um ambiente único.
 


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Kendo


O Kendo (a arte da espada) é uma arte marcial japonesa que tem tradição nos antigos samurais. Encontro muitas semelhanças no caminho seguido nesta arte e no desenho. Tal como a caneta o Shinai (espada feita com canas de bambu) é o prolongamento do nosso corpo.
Podem saber mais sobre o Kendo aqui:
http://www.japaoemfoco.com/arte-marcial-kendo/

Para saberem um pouco mais:
https://www.youtube.com/watch?v=dL9ZJb7TY28

E aqui fica o meu desenho do shinai.

 



Ferramentas

Os urbansketchers Portugal http://urbansketchers-portugal.blogspot.pt/ lançaram no passado, vários desafios sobre desenho em diário gráfico. Estes desafios tinham como objetivo estimular o uso do diário gráfico, prática que aconselho. Após uma paragem os desafios voltaram. Neste que está a decorrer até fim de Fevereiro, o tema é Ferramentas. Esta foi a minha resposta ao desafio.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Desenhar com frio

Pode-se transformar o frio numa vantagem para o desenho. Acho que sim. No meu caso optei por fazer desenhos mais rápidos num caderno A6. Isto é vantajoso porquê? O desenho é feito de escolhas. O caderno pequeno exige que sejamos sintéticos. O desenho termina mais depressa, por isso estamos parados pouco tempo. Desenho mais coisas, mas em momentos diferentes, logo absorvo (coleciono) mais.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Um dia em Torres Vedras

A semana passada estive novamente em Torres Vedras. Sempre que existe um encontro organizado pelo André Duarte Batista só se podem esperar coisas boas. Por isso as expetativas eram grandes. E é claro que nos voltou a surpreender com excelentes escolhas temáticas. O artista convidado foi o Pedro Alves que tem uma forma de encarar o desenho muito interessante. Podem saber mais em:
http://intervalosalmoco.blogspot.pt/

Os desenhos que fiz nesse dia forma os seguintes:
A estação divide dois mundos. Do lado direito temos a parte habitada. Do lado esquerdo temos a industria.

Colecionando objetos da destilaria.

A relação entre o aqueduto e o edifício do Instituto da Vinha e do Vinho

Dentro do edifício abandonado do Instituto da Vinha e do Vinho.

O alambique da aguardente.



Relação entre o espaço e as pessoas.
 


Último desenho do dia. Na parede pode ler-se "Não caminho sozinho!". Uma expressão que aplica muito bem a esta atividade de desenho em diário gráfico.

Museu do ar - Sintra

Passei um dia fantástico no museu do ar. Adoro aviões por isso o museu foi uma agradável surpresa. Nunca pensei que no meio de nenhures houvesse um acervo tão interessante. O grupo de participantes também ajudou a criar um ambiente descontraído. Não me canso de dizer bem alto que esta forma de estar na vida é saudável e poder partilha-la é uma dádiva. Também gostei muito deste modelo rotativo de workshops porque nos faz mudar a forma de pensar o desenho. Esta ginástica mental é muito interessante. Os mestres formadores, amigos que admiro, propuseram várias atividades. Foram as seguintes:

Comecei pelo exercício proposto pelo Mário Linhares. Achei muito interessante a sua explicação, a empatia que cria com o objeto nesta perceção|reflexão lenta e contemplativa. Comecei o desenho pelo meio (o puxador da porta) e fui construindo o desenho a partir daí. Chegada a hora de almoço estava em transe. Fui a correr comer uma sandes e regressei para terminar.
 
De seguida fui ter com o Eduardo Salavisa e com o Pedro Cabral.
 
O Eduardo propôs um exercício rápido e descontraído quase sem levantar a caneta do papel. Para quem tinha estado quase 2 horas noutro registo, foi quase como um "choque térmico", mas daqueles que nos fazem sentir vivos.

 
De seguida parti para o exercício proposto pelo Pedro. Desenhar peças soltas numa dupla página. Ir colecionando imagens como ele costuma fazer ao longo do dia. Tive pena de não me ter apercebido deste exercício logo no início do dia, pois acho que teria ficado mais rica a mistura de desenhos de vários momentos e não pequenos desenhos feitos todos de seguida. Mas acho esta ideia muito interessante e vou experimentar mais vezes.
O tempo fugia-me das mãos e tinha mais dois exercícios pela frente. Primeiro foi o João Catarino que explicou como devemos olhar para as formas, tocar-lhes com as mãos, compreender a sua volumetria e até a sua textura e temperatura. E depois desse toque, voltar a tocar mas agora com as pontas dos dedos convertendo essas sensações em linhas. Esta forma de ver intriga-me e por isso este exercício foi um exploração  de um mundo desconhecido.
Finalmente o Rui Louro propôs um exercício com o nome geminações mas que rapidamente foi rebatizado de frankenstein. A ideia era fazer desenhos de vários aviões criando uma desenho resultante dessa mistura. Foi um desenho curioso porque me pôs a observar as formas como se fossem transparentes para tentar perceber que outras formas poderiam encaixar nelas.

E assim se passou um dia que soube a pouco. De coração cheio e de alma elevada regressei a casa com aquele sorriso que só os urbansketchers compreendem.
 
Se quiserem visitar o museu do ar podem consultar mais informações em;
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O tempo que não se mede, sente-se.

A noite está a chegar. A luz do dia desaparece. Começam a surgir outras luzes. Desenho e tremo, porque o frio não dá tréguas. É uma corrida contra o tempo. Um tempo que não se mede com relógios. Adoro estar aqui.



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um registo rápido

O desenho abranda-me. Perco-me nas linhas. Mas neste caso quando comecei o desenho o sol já tinha desaparecido. A folha do caderno mal se via pelo que optei por fazer um desenho muito rápido (quase desenho cego). O desenho é feito de escolhas. É para mim interessante ver as escolhas que fiz perante a falta de tempo. Também gosto de sentir este registo rápido mas não stressante. É uma calma rápida.
A cor acrescentei depois mas acho que não trouxe nada de novo ao desenho. Talvez um pouco de contraste.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Desenhar no metro

Desenhar pessoas é um grande desafio. Para mim tentar captar o rosto de cada um é fascinante. Por isso vou muitas vezes para o metro desenhar.